Carros: em mercado crescente, atendimento a deficientes é precário

Todo deficiente deve buscar seus direitos diretamente na Receita Federal e na secretaria da Fazenda de seu estado

A bancária Nanci Medina, de 44 anos, sofre de artrose bilateral no quadril há dez anos, tem habilitação para dirigir há 20, mas só no ano passado soube que poderia comprar um carro novo com a isenção de impostos prevista em lei para pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda e autistas. Tomou a decisão.

Dispositivos e aplicativos ajudam o deficiente visual a usar o computador

Engana-se quem pensa que um deficiente visual não pode usar o computador ou mexer em uma tela touchscreen, sensível ao toque. Pelo contrário, a tecnologia facilita a essas pessoas escreverem, lerem livros e até assistirem a filmes. Atualmente, diversos softwares — conhecidos como leitores de tela — transformam em áudio todo o conteúdo escrito na tela.

O professor de retórica Victor Caparica, de 30 anos, que perdeu a visão aos 22 anos em um acidente, faz uso dessas tecnologias. Ele considera o iPhone como uma espécie de “renascença para os cegos”. “A quantidade de acessibilidade que ele trouxe ajudou muito a gente. Para o deficiente visual, existem diversas opções”, conta. A habilidade com o teclado adquirida antes de perder a visão facilitou sua adaptação e, sendo fã de tecnologia, ele rapidamente se acostumou aos leitores de tela e hoje consegue montar slides, estudar, escrever, ler livros, assistir a filmes e, claro, participar das redes sociais.

PARÁ

Falta equipamento adequado para transporte até o avião. Passageiros que utilizam cadeira de rodas são carregados até a aeronave.Passageiros que possuem deficiência física estão com dificuldade de embarcar e desembarcar no Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, em Santarém, oeste do Pará. Segundo eles, o equipamento que transporta o cadeirante até a aeronave, não é adequado. O administrador Ildo Peifher tem deficiência física e precisa viajar de avião com frequência. Ele conta que os problemas começam na sala de embarque.

Serviços médicos e cursos profissionalizantes são oferecidos. 300 vagas de emprego estão disponíveis para deficientes, aponta Ciic.

A Associação Paraense de Pessoas com Deficiência atende a mais de 33 mil cadastrados em todo estado. Fundada há 30 anos, a APPD oferece diversos serviços voltados para ao estímulo da autonomia da pessoa portadora de necessidades especiais.

O brasileiro cumpriu promessa e superou o ídolo sul-africano Oscar Pistorius na provaOs paraenses, os brasileiros e o mundo vibraram com a vitória de Alan Fonteles nas Paralimpíadas de Londres 2012. Ele superou o seu próprio “ídolo”, o sul-africano Oscar Pistorius, na prova dos 200 metros, categoria T44, e alcançou a medalha de ouro em apenas 21s45 de competição. Mais do que vencer as pseudo limitações que a vida lhe impôs, Alan ensinou a todo mundo que as dificuldades estão dentro de cada um.

 

Cerca de 60% das empresas em Ji-Paraná não cumprem a cota de inserção de deficientes no mercado de trabalho. O levantamento é da Associação de Deficientes Físicos da Amazônia Legal (Asdefal). São quatro em cada dez empresas. Com base na Lei 8.213 de 24 julho de 1991, empresas com cem ou mais empregados são obrigadas a reservar de 2% a 5% de suas vagas a deficientes. Mas o relatório também revela que falta profissionais qualificados, e este é um dos motivos para a sobra de vagas no mercado.

“Hoje na Asdefal temos um grande volume de empresas querendo contratar pessoas com deficiência, mas não temos profissionais. O problema é que elas temem perder o benefício do governo Federal de R$ 545. Elas não entendem que a partir do momento que são contratados o beneficio é suspenso, e não cancelado. Quando saem da empresa voltam a receber o benefício”, explicou Edson Pinheiro, presidente da Asdefal.

 

Canteiro central de algumas das principais vias da cidade não é adaptado e dificuldades atingem também população idosa

O que deveria ser simples, tem se tornado um desafio perigoso para deficientes físicos, principalmente aos cadeirantes, em Manaus. Isso, porque, os canteiros centrais em várias ruas da cidade tem sido obstáculos a serem enfrentados na hora de atravessar as faixas de pedestres. Muitos canteiros não passaram por adequações para receberem as faixas que deveriam ser de segurança.

O cadeirante Luiz Gonzaga, 21, sentiu na pele a dificuldade de mobilidade ao atravessar uma faixa de pedestre na avenida Senador Álvaro Maia (antigo Boulevard), na Zona Centro-Sul de Manaus. Sem a rampa de acesso no canteiro, o jovem enfrenta um segundo desafio, depois do primeiro, ao conseguir atravessar a faixa.

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