A deficiência social é a principal barreira para as pessoas com deficiência

Conforme o Art. 5º da Constituição, todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Certamente, o tornar acessível, tem como ponto central o efetivo acesso, ou seja, o poder acessar, ir, vir, entender, informar e ser informado, compreender etc, mesmo que por meios especiais. Todavia, observando o contexto evolutivo de uma sociedade marcada pela exclusão social, percebemos uma enorme distância entre a previsão constitucional e a realidade em que vivemos.

Uso da palavra AUTISTA com sentido estigmatizante

A partir da entrevista concedida por Emir Sader a Folha de S. Paulo (27/2/2011), diversos colunistas de jornal e de revista repercutiram a frase ‘Ana de Hollanda é meio autista’, dita pelo sociólogo famoso. Desta forma, novamente aparece na mídia o uso da palavra ‘autista’ com sentido estigmatizante para descrever uma pessoa, um comportamento humano ou até alguma coisa. Por que estigmatizante? Porque esta palavra foi utilizada pejorativamente para destacar algo que, segundo entendimento de quem a pronunciou, é negativo, anormal, esquisito, omisso.

 

Na semana do Dia do Deficiente Físico, médica esclarece dúvidas sobre sexualidade e gravidez.

O Censo de 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que existem aproximadamente 25 milhões de brasileiros com deficiência, dos quais 46% são mulheres. Quando se fala em mulheres que têm deficiência um dos grandes questionamentos fica em torno da sexualidade e da possibilidade de engravidar.

Segundo a ginecologista Maria Letícia Fagundes, a mulher portadora de alguma deficiência física pode engravidar normalmente dependendo de sua limitação física. “O órgão da gestação é o útero e se este estiver em boas condições a gravidez segue para o feto sem muitas limitações”, explica.

Entretanto, Maria Letícia explica que para a mãe isso pode representar algumas dificuldades, em especial relativas a patologias osteoarticulares, como artrite, osteoporose, reumatóide do quadril, da coluna e dos membros inferiores.

“Imaginem que o centro de gravidade muda naturalmente numa mulher saudável para que ela atinja o equilíbrio ao caminhar. Nessas patologias esse equilíbrio será acompanhado por adaptação dolorosa da parte osteomuscular. Isto limita a atividade física, e, por conseguinte pode influenciar toda a harmonia da gravidez”, alerta a médica.

Porém, com os cuidado especiais, qualquer mulher com o útero em boas condições pode engravidar, sendo deficiente física ou não. Segundo a ginecologista, um Pré-Natal bem conduzido é o principal para que a gestação corra tranquilamente e sem riscos para a mãe e o bebê.

Fonte: Bem Parsaná

Conectar

Entrar com a conta do Facebook
Topo